Como eu era antes de você

8.6.16

Foto feita por Jéssica Flores do blog Borboletas na Carteira

Um livro que eu já falei aqui no blog vai virar filme, sua estréia será dia 16 de junho e é bem provável que todos chorem no final da sessão. Como eu era antes de você é um Best Seller que ficou semanas em primeiro lugar em quase todos os países do mundo, a autora Jojo Moyes conseguiu cativar um público fiel o bastante para assistirem ao final, já decorado, nas grandes telas. Não é qualquer um que consegue esse feito, estão apostado alto no romance atípico de Louise Clark e Will Traynor.

Eu li ''Como eu era antes de você'' em meados de fevereiro desse ano, logo após eu ver o trailer do filme, confesso que li por causa dos atores que interpretam os personagens principais, Emilia Clarke e Sam Clafin, mas se não tivesse assistido provavelmente eu não teria perdido meu tempo (não que ler um livro seja um desperdiço de tempo, mas romances em geral não são mais a minha praia desde que eu descobri a quantidade de livros sobre Relações Internacionais #nodramaplease).

Vamos ao que interessa nessa dissertação toda: O livro é bom ou não? Será que vale a pena ir ao cinema assistir? 


Gostar de um romance é fácil, você já sabe antes de chegar na página 35 que os dois vão ser felizes para sempre e mesmo assim continua até o último ponto. Nesse aqui ladies and gentleman, o buraco é mais embaixo, eu me enganei feio em relação ao casal. A Jojo deu uma de Sérgio Malandro e pregou uma pegadinha em todas as pessoas que compraram seus livros - Jonh Green e ela devem ser amigos, com certeza! 

Louise é uma mulher que não sabe o que quer da vida, nada planejado, nem mesmo um objetivo meio vazio como ''um dia quero visitar o Havaí e ficar com o melhor bronze do mundo'', ela só percebe o quanto errou ao não ter feito uma faculdade e se acomodado na sua minúscula cidade quando a cafeteria aonde ela trabalha fecha as portas. Com um currículo fraco ela vai em busca de um novo emprego, a situação é tão feia que ela está aceitando qualquer coisa e mesmo assim nada acontece. ATÉ QUE uma vaga de cuidadora fica disponível... adivinhem de quem a doidinha da Lou vai cuidar?

Will Traynor foi um empresário de sucesso, gostava de ultrapassar limites, viajou o mundo e não se arrependeu de nada. Eu coloquei o 'foi' no começo do paragrafo porque ele sofreu um grave acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, dependente da sua família e enfermeiro. Agora mais do que tudo precisa de uma nova cuidadora, a última não aguentou o gênio forte dele. É aqui que a vida dos dois se cruzam, um precisa do outro, mesmo que indiretamente. Ela é persistente o bastante para aguentar o Will e fazê-lo sentir vivo mais uma vez. Quando você descobre que ele quer dar por fim sua vida de cara pensa ''óbvio que ele vai mudar de ideia, olha a química dos dois, isso é amor'', mas com Jojo escrevendo não vai ser óbvio assim.

O livro é bom, o enredo não é perfeito. A família da Lou não é nada convencional, mas de certa maneira você se sente parte deles, não existe milhares de personagens - eu sempre fico perdida - e eu quero muito assistir ao filme. Então minha resposta para a pergunta do começo do texto é positiva!



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