Quando as palavras falham, a música fala

7.9.13




Hoje eu não quero tirar os meus pijamas nem abrir as janelas, vou me enrolar no cobertor e passear pela casa com os cabelos bagunçados. O café vai ser daqueles bem fortes e o pão, do dia anterior, só com manteiga. Nada de acender as luzes ou ligar a televisão, computador só amanhã e o celular nem carreguei para não ter o trabalho de atender as suas chamadas. Eu sei que ele vai ligar.
A única coisa que parece ter vida por aqui é o antigo rádio da minha mãe, Wicked Game do Stone Sour no último volume (e com opção Repeat). Vou cantando pela sala, ainda com o cobertor e a xícara de café na mão, a música que virou uma confissão. Minha confissão. No, I don’t wanna fall in love … with you … with you … eu não quero, eu não quero me apaixonar por você!
Querer não é poder, Corey Taylor deixa isso bem claro enquanto ele canta com a sua voz extremamente rouca e grave. Mas a culpa de eu estar assim não é da música e sim de um cara. Quem mandou ele me chamar de ‘’irmãzinha’’ na frente dos nossos amigos ontem? Se ele não tivesse feito isso eu estaria toda cheirosa e arrumada, provavelmente escutando alguma música feliz e saltitante.
Qual é mesmo a parte do cérebro que comanda as emoções? Eu queria poder desliga-la por tempo indeterminado ou até o fim da faculdade, pois ele estuda no mesmo prédio que eu e nós sempre nos esbarramos pelos corredores. Malditos corredores apertados. Pior que só tinha vaga para Jornalismo aqui, logo no mesmo prédio que Publicidade e Propaganda.
Devaneios a parte, vou pegar mais café, aumentar um pouco mais a música e voltar para a cama. Já são 10 horas da manhã e é meu direito de cidadã brasileira acordar os vizinhos por causa do meu coração partido. E não, não vou tirar o meu pijama do Mickey hoje.

Texto feito por mim para o site Into The Backstage

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